Pular para o conteúdo principal
Há cinco anos, um dos melhores shows da minha vida: Radiohead!

No dia 22.03.2009, o Radiohead fazia a sua estreia no Brasil, na extinta e horrorosa Chácara do Jockey. Apesar dos perrengues e da (falta) de estrutura do local, o show foi lindo de ver e ouvir e figura no segundo lugar dos melhores shows que assisti, perdendo apenas para o do meu beatle favorito, o Paul. 

Lindo de ver pela beleza do palco lotado de enormes lâmpadas de LED, que mudavam de cor no decorrer do show, o telão que mostrava a imagem dos cinco integrantes em close e, o mais importante, a execução perfeita das canções apresentadas na voz única de Thom Yorke, entoando, por vezes, falsetes perfeitos.


O show começou com "15 Steps", primeira música do disco "In Rainbows". Depois seguiram com "There There". O público batia palmas no começo da música, no mesmo ritmo das batidas do tambor de Ed O´ Brien. Passado mais da metade da canção, todos pulavam depois que Thom cantava "I´m lonely, I´m lonely", com a explosão de guitarras que ainda fazem parte do som da banda, dando mais impacto à música.

Vontade de voltar àquela noite!

"The National Anthem", foi a terceira música tocada. Antes dela, uma breve intervenção radiofônica que a banda escolheu para ser executada, de acordo com o país em que estava. Senão me engano, escolheram uma rádio de Campinas. Essa interferência apareceria em outros trechos do show.

Ainda viriam "Karma Police", que tirou lágrimas desta pessoa que escreve essas linhas, Pyramid Song, totalmente hipnótica, a sensual "Talk Show Host", "Optmistic", uma das minhas favoritas e melhores de "Kid A", a dobradinha Climbing Up The Walls e Exit Music (For A Film), do provável melhor álbum do grupo, o excelente "Ok Computer". Confesso que "Exit Music (For a Film) foi a responsável por mais algumas lágrimas.

Um dos momentos mais incríveis dentro de um show épico, foi no momento em que eles tocaram "Paranoid Android". A canção que tem quase sete minutos, ganhou vários segundos, ao final, quando o público continuou a cantar o verso "Rain down, come on rain down on me" e a banda não parou, seguindo o coro que se formou, presenteando os fãs com mais acordes.

Outro momento marcante é a execução de "Everything in it´s a Right Place", para coroar o final do show. Só que não. Eles mandariam "Creep", um dos maiores sucessos do Radiohead, mas que é rejeitada pela banda e não entrava num set list há anos. Só viu e ouviu quem sabia dos rumores de que isso poderia acontecer e não duvidou. Nem precisava dela, depois de tudo que já tinham tocado, incluída a íntegra do disco In Rainbows - o da turnê que veio para cá - e o simples fato dessa música não ser esperada, mesmo que muito desejada pelos fãs, ainda mais os brasileiros que nunca tinham visto a banda ao vivo. 

A experiência única, se tornou perfeita, e só sabem disso os fãs do Radiohead que não arredaram o pé depois da que seria a última música do espetáculo. A debandada de parte do público fez com que eu e a minha amiga ficássemos ainda mais perto do palco.


Sei que a vontade de vê-los ao vivo, de novo, aumenta a cada ano ou a cada vez que assisto ao DVD gravado em 1994, no The Astoria, em Londres, ou assisto outros shows deles disponíveis no You Tube. E espero que não demore muito para chegar o dia do meu segundo show do Radiohead, que tornou perfeita uma noite em da minha vida, em termos de música e do amado rock.  

Comentários

  1. ah, nenhuma balada é melhor que ir no show do artista que a gente curte!!!

    ResponderExcluir
  2. Que legal vc comentando aqui, Helô! Shows são uma das coisas mais importantes para mim e muito melhor que baladas!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Como vai a vida?

Depois que criei o Radar e Reflexo, nunca fiquei tanto tempo sem postar como agora - o último texto foi em junho - mas não por falta de assunto.  2015 foi o ano em que mudei de carreira, depois de algum tempo tentando sair do jurídico e ir pra área de comunicação, a partir do momento em que comecei a pós em jornalismo em 2013. Mais do que isso, juntei a comunicação com estudos e viagens (intercâmbio) e descobri um mundo rico de opções pra explorar e que tem muito a ver com uma das minhas paixões: viajar. 2015 também foi o ano em que perdi uma das pessoas que mais amo/amei na vida, a Tia Silvia. Já perdi parentes próximos, como alguns dos meus avós, meu bisavô, mas era criança/adolescente e senti a perda, mas não de uma forma tão única e forte como esta, talvez pela minha idade e pela idade deles e nunca me deparei com a morte de um amigo. Com certeza o fato de a Tia Silvia ter sido tão presente em minha vida, desde quando eu nasci e por mais de trinta anos, presente em t...

Coincidências e passagem do tempo

Tirei da prateleira o terceiro disco do Interpol, Our Love to Admire, pra ouvir agora à noite. Ao mesmo tempo em que cantava junto com Paul Banks, fui responder uma inbox de uma das minhas melhores amigas, que conheci justamente por causa da banda. Volta pra 2008. O Interpol vinha ao Brasil pela primeira vez e conheci a Carol numa reunião de fãs da banda. A Carol também é jornalista e adora shows, apenas alguns aspectos que temos em comum. Voltando pra hoje, enquanto ouvia Interpol e respondia a mensagem dela, lembrei que estava em busca de um novo emprego na área jurídica na época (2008), depois de ter ficado quase um ano em um escritório pequeno de advocacia e queria ganhar mais experiência na área, pois tinha quase dois anos de formada e sonhava trabalhar em grandes escritórios.  E a nossa conversa começou justamente pelas mudanças que fazemos na vida e pela realização que temos - especificamente pela mudança que eu fiz ao sair da área jurídica, começar a estudar Jornali...

Estava com vontade de escrever

Não escrevo para o blog há quase dois anos, mas nas últimas semanas senti uma vontade imensa de escrever, sentimento que veio através de leituras que tenho feito. Leituras variadas sobre o Brasil, aliás, não faltam assuntos sobre o meu país e, na maioria, não são tão prazerosas pelos temas espinhosos, tristes e desesperançosos, mas também continuo lendo sobre coisas que amo e me fazem muito bem, como música e viagem; e ainda leituras sobre racismo e feminismo, dois assuntos super interessantes e importantes, sobretudo, socialmente. Tenho lido cada vez mais textos em inglês, coisa que já vinha fazendo há um tempo, mas hoje leio muito mais para praticar tudo que aprendi ao longo de anos com a minha professora maravilhosa, no meu trabalho, nas viagens que fiz e no intercâmbio do começo do ano. A vontade de escrever não veio necessariamente de nenhum dos temas acima, mas é curioso como o ato de ler e compartilhar pensamentos, ideias, sonhos, com amigos da vida real, amigos de redes s...