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Como vai a vida?

Depois que criei o Radar e Reflexo, nunca fiquei tanto tempo sem postar como agora - o último texto foi em junho - mas não por falta de assunto. 

2015 foi o ano em que mudei de carreira, depois de algum tempo tentando sair do jurídico e ir pra área de comunicação, a partir do momento em que comecei a pós em jornalismo em 2013. Mais do que isso, juntei a comunicação com estudos e viagens (intercâmbio) e descobri um mundo rico de opções pra explorar e que tem muito a ver com uma das minhas paixões: viajar.

2015 também foi o ano em que perdi uma das pessoas que mais amo/amei na vida, a Tia Silvia. Já perdi parentes próximos, como alguns dos meus avós, meu bisavô, mas era criança/adolescente e senti a perda, mas não de uma forma tão única e forte como esta, talvez pela minha idade e pela idade deles e nunca me deparei com a morte de um amigo.

Com certeza o fato de a Tia Silvia ter sido tão presente em minha vida, desde quando eu nasci e por mais de trinta anos, presente em todos os meus aniversários, em viagens pra praia, nas minhas conquistas, na minha formatura, em casamentos, festas várias, Natal e Ano Novo, em momentos felizes e comuns.

Em momentos não tão fáceis e recentes, como a cirurgia de coração que o meu tio - marido dela, fez ano passado - e estávamos todos juntos, porque compartilhamos não só a parte boa da vida com quem mais amamos e é de fato presente em nossas vidas e também faz com que sejamos presentes na vida delas, o que torna a ausência permanente tão paralisante e difícil de encarar, ainda mais quando é totalmente inesperada.

Ligar o rádio pra ouvir meus artistas favoritos, algo diário e tão comum que não fiz durante um mês após a partida da minha tia. Logo, a escrita ficaria também de lado e não tive vontade alguma de escrever, nem mesmo algo obrigatório, como a monografia da pós-graduação que retomei agora e devo entregar até fevereiro.

Estou me recompondo e conseguindo voltar a escrever e fazer coisas que gosto, como estar presente nesta página sempre que der vontade e que ela (a vontade) esteja mais presente.

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