Pular para o conteúdo principal
O coração de Londres

Trafalgar Square é passagem obrigatória para visitar marcos londrinos e é repleta de atrações, dentre elas a National Gallery. Poder se deparar com obras de Van Gogh, Monet, Boticelli, Da Vinci, de graça, num espaço que recebe cada visitante com lírios inebriantes na entrada, é umas das maiores riquezas que uma viagem pode nos oferecer.

National Gallery

Esculturas, chafariz, eu e National Gallery em Trafalgar Square
Como gosto muito de visitar igrejas, seja pela arquitetura, pela história, além de poder agradecer por estar em Londres novamente, a Saint Martin in the Fields é o lugar certo para isso em Trafalgar, onde ainda posso almoçar na cripta muito aconchegante e nada sombria, onde tomaria uma sopa de brócolis apimentada que foi a escolha certeira para o frio. 


Cripta da igreja, onde é servido almoço e café
Fachada da Igreja Saint Martin-in-the-fields

Uma das coisas que me chama a atenção é a quantidade de mendigos num estado de letargia nos bancos da igreja. Pessoas encolhidas, com semblantes cansados e jeitos simples que parecem se refugiar na igreja, longe do caos do dia a dia e das coisas boas que o mundo atual parece não lhes oferecer. Mesmo quase um século depois, os mendigos ainda vagam pela cidade e buscam refúgio na Saint-Martin-in-the-Fields, assim como faziam no início do século vinte, como retratou George Orwell na obra “Na pior em Paris e Londres”.


Interior da igreja

Altar da igreja



Um coral começa a ensaiar. Assisto e emendo com a missa em seguida, até para saber como é celebrada uma missa na igreja anglicana que está lotada. O padre fala basicamente da sociedade consumista e que deveríamos refletir sobre o hábito de comprar sem propósito, sobretudo, em tempos de crise. Algumas pessoas que ainda dormem talvez não tenham noção alguma do que seja consumir e fico refletindo também sobre isso.


Coral
Trafalgar ainda oferece caminho para o Palácio de Buckingham, pela The Mall, avenida de asfalto vermelho que vai beirando o parque de Saint James, mas sigo para o outro lado da praça em direção ao Big Ben e, quanto mais próxima, fico boquiaberta ao encontrar o relógio e as Casas do Parlamento iluminando a Ponte de Westminster, o Tâmisa e noto que todos em volta têm o mesmo êxtase. Não há como ficar incólume perante o relógio, mesmo que não seja a primeira vez que com ele me deparo, e vê-lo marcar mais de nove horas com a lua se destacando à sua volta na noite que está apenas começando, porque os dias são longos na primavera.
Considero a porta de entrada da The Mall. No sentido dos carros da foto está Trafalgar Square e à direita, o caminho para Buckingham Palace, beirando St. James Park 


St. James Park e The Mall
A residência mais famosa da tia Beth
Um pedacinho do St. James Park. Quem consegue achar a London Eye na foto?
Adicionar legenda


London Eye e Ponte de Westminster
Parlamento, Big Ben, lua e Ponte de Westminster
Fotos: arquivo pessoal. Embora não tenha ido no mesmo dia para o St. James Park e para o Big Ben, como narrado, as fotos do parque e do palácio de Buckingham não podiam ficar de fora, para se ter ideia da proximidade desses pontos marcantes de Londres e da beleza de todos eles.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como vai a vida?

Depois que criei o Radar e Reflexo, nunca fiquei tanto tempo sem postar como agora - o último texto foi em junho - mas não por falta de assunto.  2015 foi o ano em que mudei de carreira, depois de algum tempo tentando sair do jurídico e ir pra área de comunicação, a partir do momento em que comecei a pós em jornalismo em 2013. Mais do que isso, juntei a comunicação com estudos e viagens (intercâmbio) e descobri um mundo rico de opções pra explorar e que tem muito a ver com uma das minhas paixões: viajar. 2015 também foi o ano em que perdi uma das pessoas que mais amo/amei na vida, a Tia Silvia. Já perdi parentes próximos, como alguns dos meus avós, meu bisavô, mas era criança/adolescente e senti a perda, mas não de uma forma tão única e forte como esta, talvez pela minha idade e pela idade deles e nunca me deparei com a morte de um amigo. Com certeza o fato de a Tia Silvia ter sido tão presente em minha vida, desde quando eu nasci e por mais de trinta anos, presente em t...

Coincidências e passagem do tempo

Tirei da prateleira o terceiro disco do Interpol, Our Love to Admire, pra ouvir agora à noite. Ao mesmo tempo em que cantava junto com Paul Banks, fui responder uma inbox de uma das minhas melhores amigas, que conheci justamente por causa da banda. Volta pra 2008. O Interpol vinha ao Brasil pela primeira vez e conheci a Carol numa reunião de fãs da banda. A Carol também é jornalista e adora shows, apenas alguns aspectos que temos em comum. Voltando pra hoje, enquanto ouvia Interpol e respondia a mensagem dela, lembrei que estava em busca de um novo emprego na área jurídica na época (2008), depois de ter ficado quase um ano em um escritório pequeno de advocacia e queria ganhar mais experiência na área, pois tinha quase dois anos de formada e sonhava trabalhar em grandes escritórios.  E a nossa conversa começou justamente pelas mudanças que fazemos na vida e pela realização que temos - especificamente pela mudança que eu fiz ao sair da área jurídica, começar a estudar Jornali...

Estava com vontade de escrever

Não escrevo para o blog há quase dois anos, mas nas últimas semanas senti uma vontade imensa de escrever, sentimento que veio através de leituras que tenho feito. Leituras variadas sobre o Brasil, aliás, não faltam assuntos sobre o meu país e, na maioria, não são tão prazerosas pelos temas espinhosos, tristes e desesperançosos, mas também continuo lendo sobre coisas que amo e me fazem muito bem, como música e viagem; e ainda leituras sobre racismo e feminismo, dois assuntos super interessantes e importantes, sobretudo, socialmente. Tenho lido cada vez mais textos em inglês, coisa que já vinha fazendo há um tempo, mas hoje leio muito mais para praticar tudo que aprendi ao longo de anos com a minha professora maravilhosa, no meu trabalho, nas viagens que fiz e no intercâmbio do começo do ano. A vontade de escrever não veio necessariamente de nenhum dos temas acima, mas é curioso como o ato de ler e compartilhar pensamentos, ideias, sonhos, com amigos da vida real, amigos de redes s...